quinta-feira, 1 de outubro de 2009
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Autárquicas 2009 - blogue dos candidatos à Junta de Freguesia de Vila do Conde pela lista do Bloco de Esquerda
Contributos para o Programa Eleitoral Autárquico do Bloco de Esquerda 2009-2013
Ambiente
Recolha selectiva porta-a-porta, combate às Alterações Climáticas e defesa da Reserva Ornitológica de Mindelo. Vamos a banhos no Rio Ave?
A água é essencial à vida e por isso um bem precioso que deve ser protegido e valorizado. Vila do Conde, com o Rio Ave e vários ribeiros, abundantes águas subterrâneas e um imenso litoral, tem responsabilidades acrescidas nesta área. Infelizmente o cenário é negativo já que todas as águas estão fortemente poluídas e a postura da autarquia tem sido de “tirar a água do capote”.
O Bloco de Esquerda propõe a generalização a todo o Concelho do abastecimento de água e da drenagem e tratamento dos esgotos urbanos e águas pluviais, acelerando a criação das redes necessárias e a construção da ETAR. Serão renegociados os contratos com as Águas do Cávado, Águas do Ave e Indáqua para que haja maior transparência, rigor e acima de tudo um melhor trabalho.
Propõe-se trabalhar com os agricultores e os industriais para encontrar as melhores soluções para resolver os problemas de poluição que todos conhecemos.
Iremos trabalhar para recuperar e renaturalizar as linhas de água, devolvendo-as às populações, de uma forma progressiva e sistemática. Será dada especial atenção às fontes públicas e poços, para que se saiba efectivamente o que se pode beber ou não. Serão definidas áreas de protecção e outras medidas para que novamente a água corra com qualidade e quantidade.
Com o reforço dos investimentos em saneamento, até final do mandato será possível que todas as praias do Concelho cumpram os requisitos da Bandeira Azul e se possa tomar novamente banho no Rio Ave.
No que diz respeito aos lixos, é preciso que a autarquia saiba aproveitar a sua integração na LIPOR, deixando de ser o “patinho feio” da região. O Ecocentro da Varziela é mal gerido e é insuficiente (nos outros municípios existe uma média de 3 ecocentros). De forma incompreensível Vila do Conde é dos poucos municípios que não participa em programas como a recolha selectiva porta-a-porta ou na rede de hortas comunitárias que promovem a compostagem. Propõe-se a criação de circuitos especiais para recolha de óleos usados e outros resíduos, e uma grande acção de limpeza do Concelho, eliminando as lixeiras espalhadas nas matas e resolvendo o problema dos entulhos. Será reforçada a limpeza dos areais durante todo o ano.
Será implementado um plano de recuperação paisagística e ambiental da Pedreira de Vila Verde na freguesia de Fornelo e de outros espaços degradados.
Será reforçada a participação no Programa de Execução para a Melhoria da Qualidade do Ar da região Norte e na resolução dos problemas de Ruído. Vila do Conde precisa de assumir as suas responsabilidades no que diz respeito às Alterações Climáticas, investindo na eficiência energética, nas energias renováveis e na adaptação às novas condições, como a subida do nível do mar. A autarquia irá dar o exemplo determinando a sua “pegada de carbono” e implementando medidas como a instalação de painéis solares e a troca de lâmpadas.
É preciso combater problemas como a erosão costeira, não deixando construir em zonas de risco e recuperando as dunas. Investir na floresta e na prevenção dos incêndios.
A Reserva Ornitológica de Mindelo foi a primeira área protegida criada em Portugal, tendo sido abandonada pela autarquia que nada faz para a sua protecção, adiando de forma sucessiva a sua reclassificação. Aquela que podia ser a grande “bandeira” ambiental de Vila do Conde é uma vergonha para todos nós. Os Vilacondenses merecem uma área protegida para o seu usufruto e para defesa da biodiversidade. Com o novo regime jurídico a criação das áreas protegidas apenas depende dos municípios e existem verbas europeias para a gestão activa destes espaços. Não são precisos mais planos ou estudos, é preciso acção. A nova ROM será o grande orgulho de uma política activa de defesa da Natureza e de criação de uma rede de espaços verdes e naturais que possam ser vividos por todos, sem deixar de lado nenhuma Freguesia e sem esquecer o interior do Concelho.
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